Índice de infestação da dengue chega a 3,8% em Apucarana

O primeiro boletim do ano sobre o nível de infestação do mosquito da dengue, anunciado hoje (30) pela Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana, lança um alerta. Levantamento realizado entre os dias 6 e 10 de janeiro na área urbana aponta um índice de 3,8%. O percentual, segundo as autoridades da saúde, coloca a cidade no padrão “risco médio” de desenvolver uma epidemia da doença.

“Considerando que o índice recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de até 1%, a situação lança a necessidade da população se conscientizar ainda mais dos preventivos de combate a dengue”, afirma o supervisor da Divisão do Controle de Endemias da AMS, Takeshi Mutta.

Segundo Takeshi, a situação mais agravante abrange as regiões do Posto Catarina, Barra Funda, Lago Jaboti núcleos João Paulo e Osmar Guaraci Freire; bairro Sol Nascente, 28 de Janeiro; vilas Regina e Apucaraninha; Colônia dos Novos Produtores; e Jardins Palmeiras e Interlagos, onde o índice de infestação atinge 5,5%.

Na zona rural do município, cujo índice é medido em separado ao da área urbana, o nível de infestação é um pouco menor: 2,22%. A Vila Reis sai na frente no registro de focos do mosquito Aedes aegypti. O diagnóstico do distrito é de 3,20%, seguido do Pirapó (1,71%), enquanto Correia de Freitas e Caixa de São Pedro apresentam percentual zero.

De uma forma geral, os maiores focos com larvas do mosquito da dengue foram encontrados em lixos e outros resíduos sólidos descartados pela população nos fundos do vale e terrenos baldios. Nas residências, empresas e comércio, os criadouros continuam a se concentrar em vasos, bebedouros de animais, recipientes plásticos, latas e garrafas.

“Não queremos que ocorra um surto de epidemia em nosso município. Precisamos da participação e da conscientização de toda população, em especial agora que as condições climáticas, com a combinação de chuva e alta temperatura, são favoráveis à reprodução e desenvolvimento do mosquito”, conclama Takeshi Mutta.