Curso de orgânicos aborda certificação das propriedades

O 5º módulo do Curso de Orgânicos contou com a participação do engenheiro agrônomo e de alimentos do Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar), Alexandre Laurani Agarie. Durante a aula – que ocorreu nesta segunda-feira (24/03), no Salão Nobre da Prefeitura de Apucarana – o especialista falou sobre o processo de certificação das propriedades, desde a documentação exigida pelo Ministério da Agricultura até o manejo e os insumos permitidos.

O prefeito de Apucarana, Beto Preto, esteve no local e saudou os 35 agricultores que desde o início de fevereiro estão participando do curso. “Assim como os agricultores estão aprendendo a organizar a propriedade para o cultivo orgânico, eles também estão se organizando para criar a Cooperativa Familiar Agroecológica de Apucarana. É uma entidade que está nascendo e que levará os produtores a discutir os assuntos e a entender melhor as oportunidades de negócios”, frisa Beto Preto.

De acordo com o secretário municipal de Agricultura, João Carmo Fonseca, o especialista do Tecpar repassou informações sobre as medidas que devem ser tomadas para adequar a propriedade e garantir a obtenção da certificação. “O Tecpar foi o primeiro organismo credenciado no País  pelo Ministério da Agricultura e vai fazer a auditoria nas propriedades em Apucarana. É um Instituto renomado, parceiro do Município no Curso de Orgânicos”, assinala.

O agrônomo do Tecpar orientou os produtores sobre as exigências do Ministério da Agricultura. “Avaliamos a propriedade como um todo. O tempo de duração da auditoria varia de acordo com a complexidade o tamanho da propriedade, mas dura no mínimo meio dia. Caso não seja aprovado na primeira auditoria, é dado um prazo de até 90 dias para que sejam feitas as adequações”, explica.

De acordo com ele, os técnicos do Tecpar levam em consideração diversos aspectos, envolvendo questões como insumos apropriados, adubação verde, correto controle de pragas e doenças, proteção dos mananciais, áreas de preservação permanente, barreiras vegetais para separar as áreas de produção, correta destinação dos resíduos domésticos e locais adequados para a limpeza dos produtos cultivados, entre outros itens.