CREA-PR valoriza atuação do profissional da Agronomia como fundamental à conquista de resultados e uso adequado de tecnologias

Um relatório divulgado pelo IPARDES (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social) aponta que os principais produtos agrícolas do Paraná em 2011 foram a cana-de-açúcar, soja, milho, mandioca, feijão e trigo, representando este último 42,97% da produção nacional. Neste sentido, a importância do profissional da Agronomia é fundamental, bem como a atuação da fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR) nessa área.

“O profissional da Agronomia é quem possui os conhecimentos para planejar, executar e orientar corretamente o produtor a tomar decisões assertivas, buscando o melhor custo-benefício, o uso adequado das tecnologias agrícolas e minimizando os riscos à sociedade, ao meio ambiente e à cultura”, esclarece o engenheiro agrônomo Ricardo Araujo, facilitador do Núcleo Sudoeste do Departamento de Fiscalização (DEFIS) do CREA-PR. “As culturas, sejam elas permanentes ou temporárias, estão sujeitas a diversas adversidades causadas por doenças viróticas, fúngicas ou bacterianas, pragas e parasitas. Quando as decisões não são bem planejadas, podem ocorrer prejuízos ao produtor e ao meio ambiente”, acrescenta.

Para que os resultados sejam o mais próximo possível do desejado, o profissional deve ter participação efetiva no processo e o planejamento deve ser realizado com antecedência, utilizando técnicas amplamente estudadas pelos profissionais qualificados. “Antes do plantio, são escolhidas as espécies para a realização de rotação de culturas, escolha da semente adequada e da melhor época de plantio, planejamento e interpretação do laudo de análise do solo com posterior adubação com micro e macronutrientes”, ensina o engenheiro.

“Durante o cultivo, são realizados levantamentos e análises para verificação da necessidade e do momento ideal para controle das moléstias, pragas e plantas invasoras, como é o caso do Manejo Integrado de Pragas (MIP). Com isso, é feita a escolha do uso de agrotóxicos e de produtos biológicos no controle preventivo e corretivo, entre outros itens com foco em evitar quebras de produção e perda de tempo no plantio, manejo ou colheita”, diz.

Conscientização e fiscalização

Segundo Araujo, muitos pequenos, médios e grandes produtores estão conscientes dos benefícios que um profissional qualificado traz durante o planejamento, condução e análise de mercado. “Cabe ao profissional promover a sua valorização, através da efetiva participação, buscando o aperfeiçoamento, conhecer novas tecnologias e transmiti-las ao cliente. Somente apresentando resultados positivos é que o profissional será valorizado”, acredita. “Sem a participação de uma profissão centenária que é a Agronomia, não conheceríamos as tecnologias que existem atualmente e, talvez, a produção ainda fosse arcaica”, diz.

Em 2008 foram realizadas mais de 26 mil fiscalizações, sendo a maior parte delas de culturas temporárias, como a soja, milho, trigo e feijão, com ápice de fiscalização no ano de 2009.

Atualmente encontra-se em prática um novo modo de fiscalização, iniciada na safra de verão 2013/2014. Em 2014 foram realizadas 184 fiscalizações até meados do março, e a expectativa é que neste ano o número de fiscalizações supere o ano anterior.

Com o novo modelo de fiscalização, o produtor é questionado quanto a presença de responsável técnico habilitado pelo cultivo do solo; é solicitado ao profissional a relação das atividades técnicas realizadas, verificado se ele cumpre com as obrigações com o CREA-PR – se possui registro profissional, se realizou a ART regulamentada pela Lei nº 6.496/77 – e também possíveis descumprimentos éticos, buscando a defesa da sociedade e do meio ambiente.