Candidatos ao Congresso Nacional participam de sabatina do Sinpol-DF

Concorrentes ao Senado e à Câmara dos Deputados apresentaram  propostas para a Polícia Civil durante o evento promovido pelo sindicato

O Sindicato dos Polícias Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) promoveu uma nova sabatina para debater os pleitos da categoria. Nesta oportunidade, foram ouvidos os concorrentes às vagas no Congresso Nacional. Os candidatos tiveram dez minutos para apresentar propostas e depois cada um respondeu a uma questão formulada pela diretoria.

Rodrigo Franco, presidente do Sinpol-DF, abriu o evento destacando que “somos uma polícia de estado, a nossa intenção com a sabatina é fomentar a discussão sobre a segurança pública e ouvir as propostas dos candidatos para que, assim, os policiais possam definir em quem votar”, disse.

O tema principal da sabatina foi a Medida Provisória (MP) 650. A proposição volta para a pauta do Congresso Nacional nos dias 7 e 8 de outubro. Uma das emendas da MP garante o reconhecimento definitivo do nível superior para as carreiras da Polícia Civil. “Estaremos acompanhando a votação, a MP-650 é a prioridade da categoria hoje”, destaca Franco. Todos os candidatos se colocaram favoráveis e assumiram o compromisso de conversar com as bases partidárias para a aprovação da emenda.

Gim Argelo (PR) – O candidato à reeleição no Senado Federal abriu a sabatina e destacou os feitos nos últimos sete anos de mandato. Argelo ainda falou sobre a redução do Fundo Constitucional, que garante o orçamento da Polícia Civil, para a segurança pública. “Quando criado, o Fundo destinava 62% para a PCDF, hoje a parte destinada para a polícia foi reduzida e está em 48%”, contou.

Magela (PT) – O atual deputado federal, e candidato a uma vaga no Senado, destacou a habilidade de ser um bom articulador político, além da familiaridade com a vida sindical. “Foi pelo meu intermédio que o Sinpol foi recebido pelo presidente Lula”, disse.

Izalci (PSDB) – Começou parabenizando o sindicato pela articulação da entidade e pelo trabalho da nova gestão dentro do Congresso Nacional. Segundo o deputado federal, ele participou da lei que autoriza a criação de novos cargos na polícia civil. “Todas as demandas da categoria foram justas”, disse. O candidato também lembrou que “temos que ser uma polícia de estado”.

Ronaldo Fonseca (PROS) – Durante a apresentação, o candidato do PROS aproveitou para fazer uma prestação de contas para o público presente. Fonseca é o relator do Projeto de Lei (PL) 4275/1993, que regulamenta o parágrafo 4º do art. 32 da Constituição Federal. “O parecer está pronto e entrará na pauta da CCJ assim que tiver quórum”.

Érica Kokay (PT) – A atual deputada federal, que tenta a reeleição, mostrou preocupação em combater a impunidade. A candidata contou que realizou visitas às delegacias e aos institutos de criminalística, e constatou as falhas na estrutura. “Preciso investir na valorização do policial assim como em equipamentos”, disse. Érica Kokay ainda anunciou que será realizada em breve na Câmara do Deputados uma audiência pública para discutir a saúde dos policiais.

Flávio Werneck (PDT) – Presidente licenciado do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipol-DF), alertou sobre a falta de representatividade dos interesses e demandas policiais federais e civis na Câmara e no Senado. O candidato do PDT reforçou a necessidade de melhorar as condições de trabalho e citou os 16 casos de suicídio na polícia federal.

Rogério Rosso (PSD) – O ex-governador tratou da natureza da PCDF. “O DF é especial por ter características de município e estado. Assim, as nossas forças policiais precisam também ser tratadas de forma diferenciada”, disse. Se eleito, o candidato manterá as portas abertas para o Sinpol-DF.

Eliana Pedrosa (PPS) – Atualmente na Câmara Legislativa, Eliana Pedrosa destacou a importância de manter o Fundo Constitucional e falou na redução da burocracia a fim de que a polícia possa garantir recursos para oferecer um serviço de qualidade para os cidadãos. A candidata também defendeu que crimes contra policiais deveriam ser tratados como hediondos.

Alírio Neto (PEN) – O candidato aproveitou a apresentação para contar a trajetória dele na Polícia Civil e lembrou que ajudou a fundar o Sinpol-DF em 1988. Alírio Neto defendeu a carreira única dentro da polícia civil. Segundo Netocom ela, o inquérito policial poderá ser tratada como uma “peça única”.

Laerte Bessa (PR) – O ex-diretor da polícia civil lembrou que, quando deputado federal, deixou na Câmara dos Deputados a Lei Orgânica da PCDF pronta para a votação em plenário. Entretanto, como não foi reeleito, o projeto de lei foi retirado da pauta e arquivado.

Sandro Avelar (PMDB) – Com a experiência na Secretária de Segurança Pública no DF, Sandro Avelar afirmou que “ser parlamentar é usar a tribuna para brigar” e valorizou as reinvindicações da categoria. O candidato também falou da ampliação do quadro da PCDF com a autorização do poder executivo e chamou a demanda de justa. “Não criamos mais delegacias para não sobrecarregar o trabalho dos policiais, isto foi um pedido de vocês”, disse.

Amintas Rocha (PSOL) – O candidato, que representa os pleitos da categoria, reforçou o reconhecimento dos papiloscopistas como peritos oficiais. “É preciso desagradar também (a quem? E de que forma? Em qual contexto isso foi dito?), queremos um salário e condições dignas de trabalho”, afirmou Amintas.

Leo Moura (PPL) – O policial civil usou o tempo disponível para defender a candidatura e afirmou que, apesar de ser a primeira vez que participa do processo eleitoral, acredita que pode ser eleito com o apoio da categoria. “Façam esse nome multiplicar”, pediu.

Míriam Cristina (PRTB) – A candidata acompanhou o evento e foi convidada para encerrar a sabatina. Míriam aproveitou a oportunidade para reforçar os principais nomes que podem defender os interesses da categoria.