Queda de galho causa susto no centro de Apucarana

A queda de um galho de um Guapuruvu, no final da manhã de ontem, na Praça Interventor Manoel Ribas (Redondo), em Apucarana, causou um grande susto em transeuntes. Felizmente, ninguém se feriu, mas o acidente demonstra a necessidade da poda de árvores de grande porte, no centro da cidade.

A árvore tem, de acordo com a estimativa da Secretária Municipal de Meio Ambiente (SEMA), cerca de 10 metros de altura. O galho que se desprendeu mede cerca de 1,5 metro de diâmetro em sua base. “O peso dele foi avaliado em 2,5 toneladas e, certamente, poderia ter provocado mortes”, diz o superintendente da SEMA, Ewerton Ribeiro.

A poda de árvores da Praça do Redondo é motivo de discussão entre a SEMA e o Conselho Municipal de Meio Ambiente. A Secretaria tentou junto ao conselho a aprovação para o desgalho, mas não recebeu autorização. “O pedido já foi levado nas últimas reuniões, entretanto foi rejeitado. Este incidente reforça a necessidade das podas, já que há árvores muito altas ali”, frisa Ribeiro.

De acordo com Superintendente da SEMA o Guapuruvu não aparentava estar comprometido. “Somente depois da queda constatamos que a base do galho estava necrosada. Não estava ventando, mesmo assim ele se desprendeu com seu peso”, ressalta.

Era horário do almoço e muitas pessoas passavam pela praça e, por fração de segundos não foram atingidas pelo galho em queda. “Só escapamos porque quando o galho se partiu fez um barulho muito forte. Olhamos ao redor e não vimos nada. Por instinto olhamos para cima e corremos”, relata a professora Lenite de Fátima Félix. Ela passava na praça acompanhada de uma filha adolescente.

Segundo ela, dois garotos também caminhavam debaixo da árvore e outras estavam sentadas em bancos próximos dali. “Não os vimos sair. Voltamos para ver se o galho os tinha atingido. Mas graças a Deus não havia ninguém ferido”, ressalta a professora.

Para ela é importante a vistoria permanente das árvores e o corte, se necessário. “A praça é bonita, mas, em Apucarana, venta muito. Uma infiltração no alto das árvores é difícil ser detectada e, se este galho atingisse alguém, mataria na hora”, frisa Lenite Félix.

A estrutura da árvore foi comprometida e agora é necessário abatê-la. “Existe outro Guapuruvu idêntico na praça. Vamos proceder, num primeiro momento, uma poda e uma análise mais aprofundada da saúde da planta. Esta espécie cresce muito, porém é fraca e, portanto, não é indicada para uma área urbanizada. No lugar do Guapuruvu abatido ontem a SEMA planeja plantar outra espécie adequada para o espaço público.