CREA-PR reforça sobre a importância do engenheiro agrônomo no processo de armazenamento de grãos

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento, o Paraná está encerrando a colheita da safra 2012/13 com o volume recorde de 36,4 milhões de toneladas de grãos, o que corresponde a um aumento de 17% em relação à safra anterior (2011/12).

Para evitar perdas entre o período da pós-colheita e comercialização da safra, o correto armazenamento está entre as principais medidas preventivas. De acordo com o engenheiro agrônomo Gilberto Guarido, coordenador da Câmara Especializada de Agronomia (CEA) do CREA-PR, a administração eficiente da armazenagem de grãos da colheita ao processamento é fundamental para a redução de perdas de produtos e o fornecimento de matéria prima de qualidade.

Como os consumidores exigem cada vez mais qualidade e rastreabilidade dos alimentos, a cadeia produtiva se preocupa em melhorar técnicas, procedimentos e produtos utilizados para controle de infestantes e instalações adequadas para a secagem, limpeza e o próprio armazenamento.

Segundo Guarido, existem basicamente dois tipos de perdas nos grãos armazenados. A perda física ocorre principalmente por danos de insetos, roedores ou pássaros e também por equipamentos inadequados ou mal utilizados. E a perda de qualidade está relacionada à secagem inadequada, falta de aeração e outros fatores que favorecem a ação de microrganismos que causam alterações no aspecto visual, no sabor e cheiro natural do produto.

A falta de limpeza adequada e o controle de pragas ineficientes também podem aumentar a contaminação por matérias estranhas que também levam à depreciação e desvalorização do produto, além de oferecer riscos à sua utilização na alimentação de animais ou pessoas.

Nesse contexto, Guarido destaca a importância do trabalho e da participação do profissional em todo o processo. A legislação de armazenamento prevê que empresas, pessoas físicas e todos que prestarem serviços para terceiros terão que credenciar sua unidade junto à Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, e se enquadrar em parâmetros de certificação, passando por um serviço de auditoria. “O procedimento ocorre desde 2007, como uma forma de garantir a qualidade dos produtos ofertados aos consumidores”, informa o engenheiro, ressaltando que independente disto, mesmo as unidades que não prestam serviços a terceiros necessitam de uma administração eficiente, “sob pena de prejuízo de grande monta dado aos inúmeros fatores que interferem no processo de armazenamento de grãos”.

Guarido observa que o conhecimento técnico necessário exige a presença do profissional habilitado, que se responsabilize tecnicamente pela unidade armazenadora e cujo trabalho se caracteriza como uma obra de agronomia. “Dessa forma e de acordo com a legislação, é obrigatória a apresentação da ART – Anotação de Responsabilidade Técnica”, argumenta o engenheiro agrônomo.

O CREA-PR, em cumprimento às suas obrigações legais, tem efetuado a fiscalização desta atividade de forma a orientar os profissionais quanto à necessidade de regularizar a atuação e valorizar o trabalho, por meio do recolhimento de ART e construção de acervo técnico.