Apucarana conquista empresa italiana de alta tecnologia

A Mollificio Lombardo, empresa italiana de alta tecnologia especializada na produção de molas, anunciou a instalação de uma unidade em Apucarana. O empreendimento será consolidado em duas etapas. A primeira começa em janeiro e terá duração de quatro meses, prevendo análise de mercado e a instalação de um escritório de vendas. Já a segunda etapa consiste na implantação de uma planta industrial, com transferência de equipamentos e de tecnologia da Itália para Apucarana.

O anúncio dos investimentos foi feito nesta quarta-feira (13/11) pelo proprietário da empresa, Emilio Longoni, que se reuniu no gabinete municipal com o vice-prefeito, Sebastião Ferreira Martins (Junior da Femac), e com o secretário municipal de Indústria e Comércio, Laércio Costa. Longoni esteve acompanhado por Arnaldo Fontana, responsável pelo controle de qualidade e pela capacitação de profissionais da Mollificio Lombardo, e pelo consultor Mauro Martini, que mantém um escritório na Suíça.

O prefeito de Apucarana, Beto Preto, que está em Brasília atendendo a um chamado da ministra Gleisi Hoffmann, acompanhou por telefone o andamento do encontro com os empresários italianos e comemorou o anúncio. “Ainda durante a campanha eleitoral nos reunimos com representantes da empresa, que em Apucarana vai se chamar Mollificio Lombardo do Brasil. É uma empresa sólida, com 80 anos de tradição na Itália e que fornece componentes para grandes empresas multinacionais”, ressalta Beto Preto.

Entre os clientes da Mollificio Lombardo estão equipes da Fórmula-1 e montadoras como a Ferrari, BMW e Audi. O segmento automobilístico, entretanto, é apenas um do leque da empresa, que fornece ainda molas e componentes para áreas de eletromecânica, mecânica, têxtil-mecânica, eletrônica, aeronáutica, agricultura, esportes e comunicações. A Mollificio Lombardo oferece uma ampla gama de produtos, abrangendo molas de compressão, de extensão, de torção e dupla torção, flexão e molas em forma, além de pequenas unidades montadas.

De acordo com o vice-prefeito, Junior da Femac, por ser uma empresa “high-tech”, a Mollificio Lombardo absorverá trabalhadores altamente qualificados. “Eles serão treinados na Itália para operar as máquinas que são de alta tecnologia. Uma das características deste tipo de empresa é a grande produção, o que vai gerar divisas e renda no Município. Eles produzem componentes para inúmeras áreas, que atendem desde o setor agrícola e a indústria têxtil, a elevadores, automóveis, helicópteros e esportes de aventura, entre outros”, explica Junior da Femac.

Na Itália, a empresa possui 75 funcionários e conta com um faturamento anual entre R$ 30 e R$ 40 milhões.  “Viajei duas vezes para a Itália para conhecer a Mollificio Lombardo, uma empresa sólida e pé no chão. Eles tinham um plano de negócios para o Brasil e, agora com a confirmação da vinda, colocarão em prática seu plano comercial. Tenho também um canal de diálogo aberto com o consultor Mauro Martini e a intenção dele é, a longo prazo, trazer outros empresários italianos e europeus”, assinala Laércio Costa, secretário municipal de Indústria de Comércio.

Mollificio Lombardo fornece para grandes montadoras

A empresa Mollificio Lombardo foi fundada em 1932 como fabricante especializada de molas e componentes técnicos elásticos. Sediada em Milão, a empresa mudou sua produção, ao longo dos anos, para a fábrica atual em Carvico, assumindo características industriais cada vez mais definidas. Entre os clientes estão equipes da Fórmula-1 e montadoras como a Ferrari, BMW e Audi.

Localizado em uma área de 18.000 metros quadrados, dos quais 8.500 são cobertos, projeta produtos para vários setores, sempre com alta tecnologia. Emprega rígidos requisitos técnicos e de qualidade, ditadas por normas internacionais. A qualidade é garantida pela conformidade com a UNI EN ISO 9001:2008 e ISO / TS 16949:2009, com cuidadoso controle de materiais e processos de produção.

No Brasil, através da unidade de Apucarana, a Mollificio Lombardo vai empregar os mesmos métodos de trabalho, qualificação técnica dos profissionais e os requisitos de qualidade. “Realizamos pesquisas e podemos dizer que no Paraná não existe uma empresa de alta tecnologia neste nível”, afirma Mauro Martini, consultor da Mollificio Lombardo.